Quinta-feira, 26 de Maio de 2011

Descrição? Descreve tu. Que eu...não consigo.

Que dia...
Melhor, que noite. Porque o dia, foi uma cópia fiel, de toda um rotina exercida desde há alguns tempos atrás...
Este dia, marca uma nova etapa da minha vida.
Foi uma noite em que lágrimas foram e estão a ser derramadas...Estou a deixá-las escorrer livremente pelo meu carão e pescoço.
Não consigo deixar de reparar que a um certo ponto, as minhas lágrimas "desaparecem"...No entanto, o sentimento do qual elas advêm, é permanente, é meu, é "nosso", é Histórico.
Desde há uns dias para cá, que ando extremamente lamechas...Choro e ponho outros a chorar...Ahhhhhhhhhhhhhh! Que sentimento!! Apetece-me carregar aleatorimente nas teclas, apetece-me exercer pressão sobre elas, apetece-me....
Mas não o vou fazer...Não me quero ver livre deste sentimento nunca!
Se eu escrevesse isto a lápis e num papel, isso sim, seria lindo, pois eu acho muito mais nobre escrever manualmente, em algo verdadeiramente palpável, meu. Porém, senti e sinto, a necessidade de partilhar esta "coisa" que me acode a alma, esta "coisa" que me mói, me consome por dentro...Mas num sentido tão diferente do normal, num contraste de tristeza tão absoluto que...teve de ser.
Se calhar já sei qual o porquê de chorar...Aprendi a sentir. Melhorei deveras a minha sensibilidade e mais...! Aprendi a mostrar ao mundo aquilo que sinto. Porque eu não sou o que muitos pensam, porque eu não sou de pedra, porque eu...sou eu. Muitos não sabem, apenas ouviram dizer.
As pessoas vão...ficam as memórias.
Impressionante...
Mas desta vez não.
Por momentos, vou-me abstrair de tudo. Não vou ouvir música, não vou falar...Vou antes, sentir, tocar, ouvir, o barulho das "coisas", do espaço, da mobilia e de tudo aquilo que me acolheu e mudou a minha vida...
Foram 6 meses e tanto.
Foram mais do que isso.
Foram um não sei quê, que fizeram um não sei quê em mim, e que me deixaram com um não sei quê que habita não sei que parte do meu corpo...OI!OI!Espera! Já sei! Que habita o meu coração!
Não há palavras que descrevam isto...
Neste momento, tenho em mim a inspiração para escrever um livro. Tenho um sentimento suficiente para escrever um poema. Tenho...memórias que dão para um filme.
Tenho uma vida, da qual me orgulho de por mim estar a ser vivida.
Neste momento não quero saber de nada e quero saber de tudo.
...
...
Vou olhar em frente, e continuar a fazer o meu caminho.
Vou fazer o que me disseram: "Luta pela tua felicidade, luta pela tua vida, luta pelo teu futuro. Sê feliz. Mas luta, luta seja pela miníma coisa, porque a vida tem de ter um propósito."
Palavras sábias.
Vou continuar a trabalhar e a lutar.
Um obrigado não chega.
Um Obrigado também não.
Um OBRIGADO é um grão.
Um "ficaram no meu coração" já é simbólico.
Uma troca de olhares como a de hoje...é...única! E transmitiu toda a informação que o meu cérebro não foi capaz de processar e exprimir pela minha boca.
Quanto aos meus leitores, ficam com estas Palavras. Interpretem como quiserem, mas sintam, porque isto é para ser sentido...

Aqui fica um peculiar, concreto, sentido,

Até já.

Sexta-feira, 20 de Maio de 2011

Perfeita.

Hoje foi  o dia D. Foi feita uma senhora Homenagem ao Professor, pai, avô, amigo, Manuel Álvaro. Além de ter sido mais um dia de representação, com a peça ao rubro de novo.
Foi todo uma escola a trabalhar neste processo, a esmerar-se para dar os devidos agradecimentos a este Senhor. Que coisa exímia. Que coisa mirabolante.
Esta noite tirou-me as palavras....as pessoas desta noite deixaram-me estupefacto.
Foi um conjunto de palmas dum auditório relativamente cheio, mas definitivamente repleto das pessoas certas, conjugado com os elogios e momentos perfeitos. O resultado, foi uma coisa...quem esteve lá sabe.
Em suma, foram momentos que ficaram e que me fizeram sentir mais do que sou, que me fizeram elevar acima do meu 1,87 de altura.
Bem, e o que se passou fica entre mim e as pessoas que lá estiveram. E claro, entre aquelas paredes e portas que para todo o sempre irão contar a nossa alegria, as nossas lágrimas, e que irão imortalizar o nosso ser, no dia 20-05-2011.  Auditório Professor Manuel Álvaro, e tenho dito.
Foi um dia sentido.
Foi chegar à margem sul, agasalhar o casaco nas costas da cadeira, sentar-me e ter aquele sentimento inequívoco "de que fizemos a nossa parte".
Foi uma realidade que eu pensara ser inverosímil.
Sinto-me bem.

Se calhar, não tão bem quanto queria. Mas decerto, o suficientemente bem para conseguir dormir descansado hoje à noite.
Beijos e Abraços, mas desta vez nos devidos sítios.

P.s: Ficou tudo guardadinho no cérebro e no coração. E até na algibeira.

Até um dia destes ;)

Segunda-feira, 16 de Maio de 2011

Mas...!?

Chove.
E chove a quantidade de água certa para fazer parar um rim. Ah, e sujar os meus ténis brancos.
Estou pálido.
Eventualmente, molhado e pasmado.
Acordo,e...calor. Ao fim da tarde, por coincidência quando saio das aulas, degenera-se uma tempestade abismal. Fantástico. Um espectáculo de trovoadas, muito bem conjugadas e sincronizadas, pinta o céu. Um quadro excepcional.
Consegui caracterizar uma paisagem de tal forma, que a minha imaginação levou-me ao limiar do credível, verosímil, e real. A chuva dá ênfase aos "sítios". Mesmo aos mal frequentados. Fantástico. Adoro.
Mas não deixo de reflectir sobre este tipo de dias. Abri e fechei o espanto várias vezes hoje, só para ter a certeza de que não dormi duas estações a mais.
Mas não.
Ainda haverás estações?
Eu já não sou do tempo das estações salvaguardadas e arrumadinhas nos lugares devidos.
Para mim o Verão já não é sinónimo de calor, e muito menos o Inverno de frio.
No máximo têm para lá uns dias baralhados ao acaso, mas não passa disso.
Dou por mim a lavar roupa de Verão, extremamente bem conjugada com camisolas de Inverno, porque o tempo vai, com certeza, "fazer das dele".
Cá para mim, isto é devido à poluição que muitos fazem. Existem pessoas que deitam o lixo no chão...certamente, à espera que o vento faça o seu papel, de colocar os objectos nos devidos contentores, que para facilitarem a tarefa do vento, até estão extremamente folclóricos.
Mas não é só o tempo que tem destas irregularidades.
Aparentemente, o meu estado-de-espírito relativamente bem parecido com uma lata de conservas, também o é.

Será que assassinamos o tempo?
Acordem.

Segunda-feira, 9 de Maio de 2011

Cérebro em carne viva

Oh...tão queridos, todos a olharem para o monitor.
Sim senhor, andam com uma bela vida. 
A semana que passou foi uma correria e tanto. Daquelas que basta ver um tipo a não fazer reciclagem que apetece logo dar uns açoites bem dados. Daquelas que nem apetece pôr vírgulas. Daquelas em que...já chega. 
O bertinho não pôde vir escrever. Temos pena...! 
Vamos ao que interessa. Ficam já avisados que dia 20 há espectáculo. Os pormenores dou depois. Por enquanto, só quero criar uma bolha de saliva, compacta, na vossa boca. 
Tenho o corpo dormente.
O ponto da situação está feito. 
Ora, as crianças são o futuro, não é? São pois. Menos as de África, que essas são só até quinta-feira. Um parênteses, é impressionante como eu consigo escrever sobre saliva numa linha e logo de seguida falar sobre as crianças e o futuro. Continuando... se elas são de facto o futuro, então eu faço parte do futuro. Sim, eu considero-me uma criança, ou pelo menos, sou certamente um indivíduo. 
Uau. Conclusão espantosa. Agora, depois deste momento de reflexão e de parvoíce relativamente bem exorcizada, vou-me debruçar sobre a mesa da cozinha, beber um copo de leitinho fresco e tentar adjectivar até ao mais pequeno e pormenorizado pormenor um azulejo branco.E depois descansar a auto-estima, que devido ao dia de hoje, está na lama. É mais decalage. 
Diz que manhã, é dia para estarem uns trinta graus.
Parece-me bem.
Não, não me conformo.

Porra.

Não posso acabar com aquela palavra...Vá, um beijo nas axilas para as meninas e para os meninos....uma galheta por acharem que lhes ia dar um beijo...! Homossexualidades não. 
Acabei de encontrar no meu vocabulário a palavra perfeita para acabar com isto. E porque sou extremamente inóspito:

Andor!

É um fim mais raffiné. 

Domingo, 1 de Maio de 2011

Os primeiros já foram

Está feito.
Quatro meses de trabalho e muita dor de cabeça.
Quando me propus a fazer este espectáculo, nunca imaginaria que exigiria tanto trabalho, tantas noites em branco e acima de tudo, tanto desgaste do sistema nervoso.
Quis-me envolver em tudo.
Anteontem estreei.
Percebi a violência do texto, o quanto era forte.
E gostei.
Entre a ante-estreia e a estreia, confesso que fiquei um pouco nervoso.
Públicos diferentes. Será que funcionaria da mesma maneira?
Não pelo público ser mais ou menos inteligente, mas simplesmente por ser um público diferente.
Dá algum medo.
O público varia imenso... Aquilo que funcionou com um, era o que tinha funcionado menos com outro e vice-versa.
Nunca se domina um público, e acreditem ou não, cada público ri de maneira diferente.
Mas foram de facto, dois espectáculos deveras especiais pelos motivos que passo a explicar.
Ainda que sendo lamechas, são os motivos.
Só quando entrei na sala para ensaiar é que me apercebi da responsabilidade que teria horas mais tarde.
Emocionei-me mal pisei o palco e mais tarde senti o barulho impressionante de palmas que me fizeram sentir mais do que sou. Assim que entrei nele senti-me acolhido e com vontade de apertar a mão a cada pessoa do público, tal era a intimidade que a sala provocava.
Não o fiz, era demasiado político.
Diverti-me como se tivesse em casa a preparar o espectáculo e a mostrar aos meus com-pinchas.
E estava.
E a generosidade de um público a aplaudir de pé, a atirar flores.
Memorável.
Foram noites memoráveis, com um público que só por si faria o espectáculo.
Daquelas noites em que se grava tudo para mais tarde rever. Para mostrar aos netos.
Daquelas noites em que apetece ficar 4 horas em palco só para não acabar.
Acima de tudo começa-se a perceber que o público vai tendo mais elasticidade para rir daquilo que "ai, valha-me deus".
Uma noite e tanto. Duas até.
E no fim a sensação de caminhar para o camarim de queixo levantado e orgulho lá apoiado.
Casa quase cheia nos dois dias e o resto fica entre mim e os mil olhos que por lá se sentaram.
Ver isto quase, como que a acabar, provoca-me uma certa nostalgia por antecipação.
Duas noites em grande, daquelas que ajudam a adormecer quando se chega à cama.
Obrigado a todos os que lá estiveram.
Venham os próximos.
Vamos reanimar a coisa.
"Quando eu disser três. Um...
(..)
Três."
O fim.
Não pelo público ser mais ou menos inteligente, mas simplesmente por ser um público diferente.
Não pelo público ser mais ou menos inteligente, mas simplesmente por ser um público diferente.

Segunda-feira, 25 de Abril de 2011

In the end, it all comes down to this

Sexta-feira, 21 horas, auditório da Escola Secundária Pedro Alexandrino.
Ante-estreia de " Dentro de mim, Fora daqui".
Preferi não dizer o número de dias que faltavam porque isso arrepiava-me e dava-me um estalo nos nervos.
Posteriormente, os nervos dão-me estalos na concentração.
Pois... Texto sabido na ponta da língua?
Será que já sei tudo?
Hoje sabia.
E amanhã...?
Esta semana... é uma estalada na cara. É uma pancadaria no meu ser. É um choque de não sei quantos volt´s. É amanhã começarem as aulas, é o acordar cedo, é o estudar, é o ter a estreia da peça...e é mais aquilo que não me estou a lembrar agora. Já estou estafado e ainda nem comecei.
Preciso de me manter o mais longe possível desta espécie de caixa. Preciso, não. Tenho.
Não é coisa de menino isto de quebrar a rotina e os costumes.
E amanhã é escola. Vamos (sim, porque eu sei que maior parte dos leitores são "putos") para junto daqueles que não são necessariamente os que mais gostamos, mas sim os que nos puseram à frente.
A vida é assim.
E às vezes nem assim é.
Agora, como não estou com imaginação, vou limitar-me a relembrar-vos:
Sexta-feira, e se quiserem realmente aparecer façam scroll para cima e leiam de novo.
Fico à vossa espera.
Sentado.
Vou agora preparar-me para o próximo ensaio geral da peça, para perceber que tenho definitivamente o talento de um pneu de uma scooter.
Até lá.
E seja o que alguém quiser.

Sexta-feira, 22 de Abril de 2011

Palavras amontoadas

Margem sul.
Noites mal dormidas e muitos, muitos nervos.
Ausência de escrita no blog, também. 
Cansaço, demasiado.
A peça estreia daqui a precisamente oito dias. E bem ou mal, vai estrear dia vinte e nove de Abril. "Ante-estreia" só por causa das formalidades. Isto porque a "Estreia" é dia trinta de Abril. Até dá outro ar à coisa. "Dentro de mim, fora daqui" de Filipe Homem Fonseca. Às vinte e uma horas de uma sexta-feira. É juntar o útil ao agradável.
Não tenho tema para o que vai ser escrito nos próximos minutos.
Só dedos a pisar teclas com a força e estilo de dedos que pisam teclas.
Durante estes dias comi bem, graças a mim.
Dias mórbidos. 
Dias que foram passados a trabalhar, com este tempo. Com este calor infernal. Mas sabe bem esta mudança de tempo, porque já estava saturado de implicar com o frio. Agora posso implicar com o calor. 
À uns minutos estava a fitar o branco da parede e a pensar em nada, na imensidão do nada tremendo que me fazia pensar em olhar para a parede e precisamente fazer pensar em nada. Há quem chame a isto, anhanço. De súbito, cresceu em mim uma vontade de escrever. E aqui estou.
Vêem? Quando não há tema, acaba-se por falar no tempo.
Páscoa. Não me diz nada. O que me diz algo são as prendas. Isso sim é algo está bem enquadrado. Não sei como é que "prendas" foram parar à época em que se comemora a morte e o renascimento de Jesus Cristo. Mas acho bem.
Estou ofegante. A escola vai começar e eu com uma vontade tremenda... De ver aquelas caras conhecidas que não nos enjoam, que nos fazem rir às gargalhadas e chorar pelo badalar do toque de saída. 
E vem aí o 25 de Abril. Ainda estou para saber o que é que deu àquela malta para pôr cravos nas armas. Mas se calhar isso fica para depois.
Vou ver o "5 para a meia noite" que é um programa de culto e ver se aprendo alguma coisa.
Aqui vou eu, em:
3,
2,
Fiquei nervoso. 





Segunda-feira, 11 de Abril de 2011

Gente diferente.

Dia em cheio.
Passo a relatar.
Mas não muito entusiasticamente.
Acordei às sete da manhã.
Não existe sentido no mundo às sete da manhã.
Se existe, ninguém me conseguiu explicar.
Milhares de pessoas a dormirem dentro do carro, autocarro, e afins, de olhos abertos e a respirarem pela boca.
Palavra.
Ensaios. Correram pelo melhor. Isto de ensaios ter ensaios dia sim, dia não nas férias, e na escola, é frustrante.
Na paragem para ir almoçar...Na camioneta, pois é, já cá faltava a história da camioneta. Estava eu bastante ensonado, quando entra uma senhora na camioneta e eu oiço da outra ponta isto: " Oh, D.Rosalina! Venha cá! Sou eu!" isto e o resto do diálogo que já vou citar num volume bastante considerável. Reparei no pormenor, "sou eu", foi imensamente esclarecedor. "Estás linda! Como passas?" Pronto, começamos com as mentiras. A senhora era tudo menos linda. Resposta: "Vou andando". Mentira. Isso é geograficamente impossível, porque a senhora estava sentada e também com o seu tamanho, se fosse, era mais "rastejando". E  já chega destas histórias deprimentes de camioneta.
Ainda não acabou, acalmem lá os cavalos que hoje levam com uma folha A2, com os bordos por cortar.
Hoje o bertinho foi onde? Onde? É verdade sim senhor, o bertinho foi a um centro comercial. Qual? Não vale a pena estar a fazer propaganda do sítio, ainda por cima porque vou dizer mal. Nem parece meu, até porque não gosto de ir a sítios, principalmente nos quais há por norma muita gente. Mas hoje era segunda e decidi dar uma abébia. E estava com muita fome, e estava realmente perto de mim. A coisa começa bem. Vou a entrar no respectivo centro e a porta de entrada diz o quê? Empurre. Aparece-me uma vesga à frente, só pode ser vesga, que puxa a porta. "Ah, não abre! Mas que raios!" Lá vou eu fazer a boa acção do dia e abro a porta. E ainda seguro e a senhora nem agradece. Afinal, também devia ser muda. É uma das razões pelas quais não gosto muito de centros.
Sigo para a escada rolante, convicto, confiante, senhor do mundo, e ainda por cima persistente em tentar subir pelas escadas que estavam a descer. Vamos esquecer este pormenor e continuar, até porque não estou acostumado a estas coisas. Epah, lembrei-me de outra coisa que não aconteceu, mas que por bem vou aconselhar. Quando subirem escadas rolantes, se quiserem ficar paradinhos a ver a vista, encostem-se à direita para a faixa da esquerda ficar livre para as pessoas passarem. A sério, não sejam coisos. Continuando.
Decido não ir comer de imediato, até porque dispunha de bastante tempo. Vamos dar uma volta. Dá-me uma vontade de rir quando vejo pessoas de fatinho, gravata, assim todas pipis e depois a comerem um bruto hambúrguer, ali, à homem, babando-se e tudo. Que falta de chá. Fui andando, andando, até que avisto uma daquelas publicidades que nos obrigam a parar, para nos tentarem convencer e depois comprar o produto. Quando vejo algo assim eu simplesmente encosto-me à ponta oposta, porque são para mim o segundo pior tipo de Jeová. Se tivessem amostras ainda era coisa para ser pensada...
Entrei numa loja. Senti logo aquela pressão. Vá lá, por amor da santinha, vocês sabem bem do que falo. Aqueles empregados, que nos fazem lembrar os monhés da loja dos trezentos, sempre a olhar para nós, a olharem de cima a baixo, a ver se roubamos e a pensarem: " Este não tem cara de quem faz anos. Também não tem cara de quem vai comprar coisas porque tem cara de puto. E não estamos no natal, e também não tem cara de quem faz anos, portanto vou arrematar a coisa", "Desculpe, precisa de ajuda?" Epah, eu disse que não, mas se precisasse eu pedia!  Mas realmente até tinha razão, não ia comprar nada. Oh, mas afinal é o que todo o bom português faz. Veste-se bem ao fim-de-semana, leva a família, e para onde? Ah, para o lugar mais giro de estar com a família, para o centro comercial. Comprar tá quieto. Mas mexer nas coisinhas da loja, desarrumar e dar trabalho desnecessário aos empregados, isso sim. E então eu lá fiz isso.
Já sentia saudades de ver aqueles putos nas lojas a chorarem para os pais lhe comprarem algo. Que técnica preciosa.
Ainda há mais... Não sei se é só de mim, mas quando vou a um centro comercial vejo sempre mulheres deslumbrantes. Estão é sempre acompanhadas de velhotes e ao pé das ourivesarias... Que pena.
Passei por várias lojas, mas nas de roupa, só entrei em duas. É que o resto delas obrigava-me a passar pela secção imensa, comprida e saturante das senhoras, sempre com muita gente a ver as roupas e com os respectivos filhotes ali, saturados daquela espera de uma hora. Sim porque as mulheres demoram imenso tempo nas compras. Mais do que eu.
E quando nós entramos na worten para comprar uns phones ou uns cd´s e saímos de lá com uma playstation ou um pc? É a magia da estratégia da colocação dos produtos. Mas isso não aconteceu comigo. Saí de lá da mesma maneira que entrei. Mas não sei porquê, sempre com medo que aquele aparelho esquisito apitasse. Sem razão nenhuma, mas sempre com receio. Era um embaraço tremendo.Ah e estava lá uma "Festa dos livros, com 40 a 50% de desconto", mas uma festa de requinte e classe, porque eles custavam todos na mesma mais de 15 euros. E as pessoas que folheiam os livros? Estão à espera do quê? Um súbito interesse literário se desperte em vós ou que apareça algo fabuloso nas letras cruzadas que estão a ler e que vos faça comprar um livro para o qual vocês olharam de lado quando entraram e só estão a ler para impressionar a menina do lado?!
Fui almoçar. À típica loja de hambúrgueres. Peço a nova especialidade e sem queijo. Não gosto de queijo. A senhora começa pela seguinte barbaridade quando lhe dou o dinheiro: " Desculpe, não tem  mais pequeno?" Eu tive de responder: " Não, as notas de 20 são todas desse tamanho. Peço desculpa." Deu-me o hambúrguer. Muito rapidamente. Demais para o meu gosto. Tive de conferir portanto se havia queijo. Lá estava ele! Amarelo e coiso... Queixei-me. E no fim recebi um como pedi mas sem guardanapos e sem palhinha! Mais uma reclamação e fui comer. Não pude deixar de reparar que o copo do estabelecimento me diz como usar a palhinha. Que atenciosos. E ainda diz na caixa que o melhor de 1955, sim eu comi esse hambúrguer, tinha o melhor dessa década. A cebola grelhada, o bacon gralhedo e ficamos por aqui, porque decerto a década de 50 teve coisas melhores do que comida. Que estabelecimento deficiente. Ou pelo menos esquisito. Da próxima peço o happy meal, porque mesmo que venha mal servido, sempre trás brinde. E isso é o suficiente para me fazer contentar.
Dou voltas e voltar até encontrar um lugar para me sentar, mas lá encontrei. Estou eu ainda na fase de bolo alimentar e a mulher das limpezas diz: "Posso levantar?" Oh minha grandecíssima artrópode, não tem olhos na cara?! Não lhe disse isso claro. Mas no fim vinguei-me e desobedeci aos meus princípios, deixando o tabuleiro na mesa. Só para lhe fazer a vontade e para contribuir para a economia do país. Dando trabalho às pessoas.
Fui comer um gelado à Olá. Fiz o pedido e no fim a senhora diz: " Quer chantily?" Ora essa, venha ele. "Então são mais 60 cêntimos." Porra, **@! mas que raio! Você disse-me se queria chantily, não me disse se queria pagar mais pelo gelado que já foi por si só uma fortuna! Enfim, são este tipo de coisas que me desmoralizam na ida a um centro comercial.
Lembrei-me de algo quando estava a caminhar para a saída. Nunca entrei por aquela porta especial de corrida que há na Imaginarium quando era pequeno... E agora mal entro pela normal.
Fiquei melancólico.
Ainda estou.


Foi ou não foi um post virado ao intelectual?
Foi pois.
Até amanhã.
E durmam bem.

Domingo, 10 de Abril de 2011

10-04-1994

Então hoje a Filipa Guimarães(Pipa, ela gosta mais) faz 17 anos  e ninguém dizia nada?
É verdade.
Dezassete anos e no fundo parece que foi há dezassete anos.
Impressionante.
E vão 17 primaveras.
Está praticamente uma mulher.
Venham mais, em força e sem medos.
Já me esquecia do mais importante...
Parabéns.                                            Não, estes ainda não eram para ti. Estes são para a senhora Marina Guimarães. Trouxe ao mundo uma menina única.
Parabéns.                                            Estes já são para ti, mas, são apenas para felicitar o facto de seres quem és e de agires do modo singular como ages.
Parabéns.                                            Sim, estes já são realmente para agradecer e felicitar o facto de teres nascido neste dia, em mil novecentos e noventa e quatro.
Já deixaste marcas. Daquelas....como por exemplo quando brincamos no cimento ainda recente, molhado, ou  ainda não sólido e depois os nossos pés ficam lá para eternidade. Tu fizeste isso, mas na vida das pessoas.
Foi mesmo na hora certa. Talvez não, mas isso também são apenas pormenores.
Desejo-te um grande dia. Um grande ano. Uma feliz vida.  Conseguirás ver o último desejo a tornar-se realidade se continuares a ler esta espécie de blog.
Senti que te devia fazer rir. Ou pelo menos tentar. Espero que continue a ter o prazer de o continuar a fazer, noites e noites a fio, com piadas que não têm graça alguma, mas das quais tu consegues esboçar sempre o mais leviano sorriso, o mais puro e brincalhão.
Um beijo...onde?... Na bochecha, porque é necessário cumprir a tradição do beijo na cara em ocasiões de festa e no miocárdio, para que ele continue a bater por muitos e muitos anos, décadas, quartéis... e se calhar séculos já é um exagero.
Um sincero e sentido, até já. ;)

Sábado, 9 de Abril de 2011

Patetices

Olá! Veio aqui perder minutos do seu fim-de-semana!? Pronto, está bem. Mas por um lado ainda bem. É que com este vagão  de calor fico apoquentado com os meus leitores preferidos, não vão eles desmaiar ou até mesmo morrer. E consigo também.
Vamos falar de "negros".  Porquê "pontos negros"? Também não sei. Mas para mim, pontos negros existem. Mas é na Damaia. E só quando se passa lá de avião. E já que estamos a falar de coisas estúpidas e de coisas negras, vamos falar das uvas. Porque é que no supermercado as uvas escuras são mais caras que as claras!? Mas só para desvendar o tal mito, as escuras não tinha as coisas maiores do que as claras...
Hoje o dia está bom. Mas para a parvoíce, portanto, vamos prosseguir.
Pressinto que um dia, quando comprar um carro usado, vou ter a mesma sensação de quando tenho uma namorada nova. Será que já bateu, ou não?                               Agora que já reflectiram sobre isto, vou acrescentar uma exclamação: Uou!
Então e aquilo "Eu peço desculpa". Sabem o que eu digo às pessoas que dizem aquilo <--- ? "Então peçam!". É que essa expressão apenas indica a intenção de pedir desculpa, não faz com que se esteja a pedir. Mudem lá isso, por gentileza.
Será que no mundo da droga existem saldos? Eu pelo menos, nunca vi um drogado a dizer que ia esperar pelos saldos para fumar ganza...
Então e o facto de quando duas pessoas querem lutar, uma delas dizer sempre, "Vamos para fora da escola". Porquê? Os socos doem menos lá fora? Intriga-me bastante. Tanto quanto o facto de não saber se amanhã visto umas boxers azuis ou pretas. Repararam? "Umas". Parto do princípio que são do género feminino.
Gostaram deste bocadinho? Ainda bem.
Os ensaios hoje correrem optimamente bem. Afinal, nada melhor do que acordar às 7 da manhã para ir ensaiar. Mas agora a sério. Está a ficar um trabalho fenomenal. Porque agora é só, fenomenalzinho. Venham ver. Depois dou-vos as indicações, até porque ainda faltam um x de dias. Coordenadas do GPS e preço dos bilhetes.
E amanhã a minha amiga Filipa Guimarães faz anos. Achei oportuno salientar aqui este facto, até porque é uma leitora bastante assídua e que até nem pede textos sobre a sua pessoa no blog. Não sei a que horas nasceu, mas isso é um pormenor que depois descubro. Ou não. Pois, se calhar não vou descobrir. Fica mal ir perguntar: "Olha, a que horas nasceste?"...
Por hoje é tudo. Sigam com o que não estavam a fazer.
Beijos no tímpano.